Omissão de fases de um projeto de software – A armadilha

Durante todos os dias recebo “milhões” de propostas sobre cursos de gestão de projetos, já realizei alguns através do EAD (ensino a distância) e presenciais, mas no dia a dia ao me deparar com a prática observo que por mais que existam treinamentos e cursos, muitas das pessoas certificadas acabam entregando os resultados sem avaliar corretamente os riscos envolvidos no projeto devido à sua vaidade de saber mais que os outros, o que em alguns casos acaba por gerar problemas para outras áreas.

É impressionante como algumas pessoas se envaidecem pela função ou cargo que atua e esquecem que o trabalho de GP é ser um maestro e não um gerador de problemas, que para realizar as entregas nos prazos estabelecidos a pessoa tem que ter humildade, saber escutar e ter mais do que somente à técnica ou metodologia de projetos.

O GP deve aprimorar seu lado interpessoal tanto quanto as habilidades técnicas necessárias para poderem gerir um projeto, pois cabe a ele envolver todos os membros da equipe. Sem o apoio das pessoas os projetos falham. Se observar a literatura sobre o assunto a grande maioria dos problemas está relacionado à comunicação, ou seja, ouvir e comunicar, comunicar e ouvir.

Um líder deve instigar os envolvidos e saber tirar o melhor de cada membro da equipe, não pode jamais ficar envaidecido pela sua função, ele deve colher e avaliar as diversas variáveis internas e externas existentes sobre seu projeto em conjunto com sua equipe para tentar amenizar possíveis riscos. O trabalho em equipe serve para gerar um aprendizado coletivo onde a limitação é visão de um e superada com o apoio das percepções dos integrantes, onde o impossível se torna possível.

Um maestro não dita somente regras, ele ocupa a posição de líder e têm como obrigação ajudar, apoiar, aprender, ensinar e encontrar alternativas com sua equipe a se superarem e realizar as entregas conforme o ESCOPO. As entregas do ESCOPO são sua obrigação, mas para que elas sejam realizadas conforme a tríade (escopo, tempo e custo) o GP deve ocupar o mesmo degrau dos seus aliados e não estar em um pedestal acima.

Afinal o GP jamais deve esquecer que o insucesso do projeto significa o fracasso somente dele, pois ele é o Líder, mas o sucesso do projeto representa o “Sucesso da Equipe”.

E você, o que vem encontrando no seu dia a dia, Gerente de Projetos ou Gerente de Vaidades?

Obrigado aos que chegaram até o final deste texto.

Deixe seu comentário! Aceito recomendações para continuar o debate em textos futuros.

 

Fonte: http://www.profissionaisti.com.br/2011/11/gerente-de-projetos-ou-gerente-de-vaidades/

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